sábado, 25 de maio de 2013

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (Texto de IONE BATISTA DA SILVA do Município de BARCELONA, elaborado em 26/04/2

Neste século XXI, a chamada EAD chegou com força total. Cresce consideravelmente e para quem mora longe de uma universidade, trabalha e/ou não pode ir à aula todos os dias, a mesma parece ser o ideal.
Concordo com Moran, quando diz:
“A educação on-line está em seus primórdios e sua interferência se fará notar cada vez mais em todas as dimensões e níveis de ensino. Com o avanço da telemática, a rapidez de comunicação por redes, a facilidade próxima de ver-nos e interagir à distância, a educação on-line ocupará um espaço central na pedagogia nos próximos anos”.

Para tanto, o Governo apostou na EAD como uma saída para suprir a demanda por formação superior no país e, com o incentivo do mesmo, seguimos vivenciando também especializações à distância com qualidade, tais quais as presenciais, pois é bem verdade que muito da aprendizagem se deve a dinâmica de organização do tempo de estudo do aluno e seu interesse afinco. Além dos Métodos de ensino da Universidade e material didático utilizado, bem como as interações disponíveis, as Tecnologias usadas e a comunicação rápida e eficaz entre os tutores e alunos. Esta modalidade de estudo nos torna mais organizados e responsáveis também, afinal o aprendizado depende única e exclusivamente de nós! Esta modalidade é a ideal para muitos, pois, dependendo do grau de comprometimento, o aproveitamento ead pode ser até melhor do que o presencial. Alcançamos isto devido já termos atingido o nível de maturidade, responsabilidade e comprometimento que o planejamento de estudos desta modalidade requer.
De fato, é necessária muita disciplina! Não se pode deixar o material de leitura acumular (fala a voz da experiência!). Uma vez ocorrendo, fatalmente prejudica a aprendizagem e compromete o acompanhamento das discussões nos momentos em que toda a turma está reunida por meio de chats, por exemplo.
A EAD, por sua natureza, apresenta a peculiaridade de garantir o registro de cada passo do aluno, dando destaque à avaliação processual. É possível, portanto, saber quantas vezes entramos no ambiente virtual, o tempo passado em fóruns e chats e qual a qualidade dessa participação. Cabe ao tutor avaliar o comportamento de cada um nestes respectivos ambientes virtuais e verificar durante as aulas se ele está aprendendo ou não. Portanto, é necessário ter método de estudo e compromisso com a aprendizagem! Se o curso for bom e o estudante organizado e proativo, nada mais o impedirá de aprender.
Certamente esta modalidade de ensino é uma grande conquista para nós professores que já estamos em campo e trabalhamos (a grande maioria) dois expedientes, não dispondo, portanto, de tempo suficiente para as especializações convencionais. Mas “os mares não são de rosas” ou que seja, porém também há espinhos: Internet lenta, pouca habilidade com a “máquina”, tempo escasso, imprevistos pessoais e profissionais, dentre outros. A graça da questão é que podemos superar estas dificuldades traçando uma rotina eficaz, criando hábitos diários de leitura, participando das discussões online marcadas pelos tutores, além das aulas presenciais que intensificam as trocas de experiências, construindo coletivamente o conhecimento.

Bibliografia:

MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos & BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 14ª edição, Campinas: Papirus, 2007.www.eca.usp.br/prof/moran/textosead.htm

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