Neste século XXI, a chamada EAD chegou com força total. Cresce
consideravelmente e para quem mora longe de uma universidade, trabalha
e/ou não pode ir à aula todos os dias, a mesma parece ser o ideal.
Concordo com Moran, quando diz:
“A educação on-line está em seus primórdios e sua
interferência se fará notar cada vez mais em todas as dimensões e níveis
de ensino. Com o avanço da telemática, a rapidez de comunicação por
redes, a facilidade próxima de ver-nos e interagir à distância, a
educação on-line ocupará um espaço central na pedagogia nos próximos
anos”.
Para tanto, o Governo apostou na EAD como uma saída para suprir a
demanda por formação superior no país e, com o incentivo do mesmo,
seguimos vivenciando também especializações à distância com qualidade,
tais quais as presenciais, pois é bem verdade que muito da aprendizagem
se deve a dinâmica de organização do tempo de estudo do aluno e seu
interesse afinco. Além dos Métodos de ensino da Universidade e material
didático utilizado, bem como as interações disponíveis, as Tecnologias
usadas e a comunicação rápida e eficaz entre os tutores e alunos. Esta
modalidade de estudo nos torna mais organizados e responsáveis também,
afinal o aprendizado depende única e exclusivamente de nós! Esta
modalidade é a ideal para muitos, pois, dependendo do grau de
comprometimento, o aproveitamento ead pode ser até melhor do que o
presencial. Alcançamos isto devido já termos atingido o nível de
maturidade, responsabilidade e comprometimento que o planejamento de
estudos desta modalidade requer.
De fato, é necessária muita disciplina! Não se pode deixar o
material de leitura acumular (fala a voz da experiência!). Uma vez
ocorrendo, fatalmente prejudica a aprendizagem e compromete o
acompanhamento das discussões nos momentos em que toda a turma está
reunida por meio de chats, por exemplo.
A EAD, por sua natureza, apresenta a peculiaridade de garantir o
registro de cada passo do aluno, dando destaque à avaliação processual. É
possível, portanto, saber quantas vezes entramos no ambiente virtual, o
tempo passado em fóruns e chats e qual a qualidade dessa participação.
Cabe ao tutor avaliar o comportamento de cada um nestes respectivos
ambientes virtuais e verificar durante as aulas se ele está aprendendo
ou não. Portanto, é necessário ter método de estudo e compromisso com a
aprendizagem! Se o curso for bom e o estudante organizado e proativo,
nada mais o impedirá de aprender.
Certamente esta modalidade de ensino é uma grande conquista para nós
professores que já estamos em campo e trabalhamos (a grande maioria)
dois expedientes, não dispondo, portanto, de tempo suficiente para as
especializações convencionais. Mas “os mares não são de rosas” ou que
seja, porém também há espinhos: Internet lenta, pouca habilidade com a
“máquina”, tempo escasso, imprevistos pessoais e profissionais, dentre
outros. A graça da questão é que podemos superar estas dificuldades
traçando uma rotina eficaz, criando hábitos diários de leitura,
participando das discussões online marcadas pelos tutores, além das
aulas presenciais que intensificam as trocas de experiências,
construindo coletivamente o conhecimento.
Bibliografia:
MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos & BEHRENS, Marilda. Novas
tecnologias e mediação pedagógica. 14ª edição, Campinas: Papirus,
2007.www.eca.usp.br/prof/moran/textosead.htm

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