sábado, 19 de abril de 2014

DIFERENÇAS ENTRE SURDOCEGUEIRA E DMU


No que divergem a Surdocegueira e a DMU


Claudia Sofia Pereira, surdocega, Presidente da Associação Brasileira de Surdocegos participará do I Fórum em Adamantina

Foto retirada do Blog “Educação Especial da Diretoria de Ensino de Adamantina
de Leila Kanada

  Ao diferenciarmos bem as peculiaridades existentes no que confere a uma pessoa com surdocegueira e a outra com Deficiência múltipla, embora parecidas, poderemos alicerçar melhor todas as práticas de atendimento que se fizerem necessárias, objetivando resultados mais satisfatórios no tocante aos respectivos apoios.

  A Surdocegueira é uma terminologia mundialmente adotada que consiste em nomear como tal as pessoas que possuem perdas visuais e auditivas simultâneas em graus diferentes. Podem ser surdocego com perdas leves, tanto auditivas quanto visuais; surdocego com surdez moderada ou leve com cegueira; surdocego com surdez moderada associada com resíduo visual; surdocego com surdez profunda associada com resíduo visual ou Surdocego total.

Conforme leitura do texto: Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla de autoria da Prof.ª Dra. Shirley Rodrigues Maia, São Paulo (2011), podemos observar que, mediante período do surgimento da Surdocegueira, a mesma é definida como:

a) Surdocegueira congênita: quando a criança nasce surdocega ou adquire a surdocegueira nos primeiros anos de vida.

b) Surdocegueira adquirida: quando a pessoa ficou surdocega após a aquisição de uma língua, seja oral ou sinalizada.

Também constatamos que, segundo Grupo Brasil (2002), este grupo de pessoas podem ser:

   *Pessoas nascidas com audição e visão normal e que adquiriram perdas  totais ou parciais de visão e audição.
   *Pessoas com perda auditiva ou surdas congênitas com deficiência visual adquirida.
   *Pessoas com perda visual ou cegas congênitas com deficiência auditiva adquirida.

A DMU - Deficiência Múltipla – é a ocorrência de duas ou mais deficiências simultaneamente – sejam elas deficiências intelectuais, físicas ou ambas combinadas. As causas para tais ocorrências podem ser pré-natais, por má-formação congênita e por infecções virais como rubéola ou ainda por doenças sexualmente transmissíveis (podem causar, inclusive, deficiência múltipla em indivíduos adultos, se não tratadas).

Segundo a Associação Brasileira de Pais e Amigos dos Surdo-cegos e dos Múltiplos Deficientes Sensoriais (Abrapacem), A maneira como cada deficiência afetará o desenvolvimento da comunicação e o aprendizado de tarefas simples do indivíduo, diversifica de acordo com o grau de comprometimento favorecidos pelas respectivas deficiências, associado aos estímulos que essa pessoa vai acolher ao longo da vida.

A Surdocegueira diverge da Deficiência Múltipla, pois a pessoa que nasce com surdocegueira ou que fica surdocega não recebe as informações sobre o que está a sua volta de maneira fidedigna. A comunicação, mediante o tato, olfato, paladar, entre outros, media tal fato para que a mesma possa perceber, interpretar e conhecer o seu entorno. Na deficiência Múltipla não há garantias de que todas as informações chegam para a pessoa de forma autêntica, porém um dos canais distantes (visão e ou audição) ocorrerá como fonte de apoio.

A comunicação para ambos os casos é fundamental para a aprendizagem. A mesma vai depender dos tipos e do grau de comprometimento. É necessário atentarmos acerca das competências da pessoa com deficiência múltipla ou com surdocegueira, de modo que favoreça o uso de estimulação sensorial e de variadas formas de comunicação, para identificar o modo mais propício para interagirmos com as mesmas.


MAIA, Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. São Paulo, 2011.
 

NOVA ESCOLA, matéria de Ricardo Ampudia, O que é deficiência múltipla? Publicado em agosto de 2011. Acesso 20/04/2014.

Um comentário:

  1. Parabéns Ione. Seu texto está recheado de informações relevantes a cerca da surdo cegueira e DMU. De fato precisamos ter clareza das diferenças entre essas deficiências para que possamos alicerçar nossa prática pedagógica.

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