No que divergem a Surdocegueira e a DMU
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Claudia Sofia Pereira, surdocega, Presidente da
Associação Brasileira de Surdocegos participará do I Fórum em Adamantina
Foto
retirada do Blog “Educação
Especial da Diretoria de Ensino de Adamantina”
de Leila
Kanada |
Ao diferenciarmos bem as peculiaridades
existentes no que confere a uma pessoa com surdocegueira e a outra com
Deficiência múltipla, embora parecidas, poderemos alicerçar melhor todas as
práticas de atendimento que se fizerem necessárias, objetivando resultados mais
satisfatórios no tocante aos respectivos apoios.
A Surdocegueira é uma terminologia
mundialmente adotada que consiste em nomear como tal as pessoas que possuem perdas
visuais e auditivas simultâneas em graus diferentes. Podem ser surdocego com perdas
leves, tanto auditivas quanto visuais; surdocego com surdez moderada ou leve
com cegueira; surdocego com surdez moderada associada com resíduo visual; surdocego
com surdez profunda associada com resíduo visual ou Surdocego total.
Conforme leitura do texto: Aspectos Importantes
para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla de autoria da Prof.ª Dra. Shirley Rodrigues Maia, São Paulo (2011), podemos
observar que, mediante período do surgimento da Surdocegueira, a mesma é definida
como:
a) Surdocegueira
congênita: quando a criança nasce surdocega ou
adquire a surdocegueira nos primeiros anos de vida.
b) Surdocegueira
adquirida: quando
a pessoa ficou surdocega após a aquisição de uma língua, seja oral ou
sinalizada.
Também constatamos que, segundo Grupo Brasil
(2002), este grupo de pessoas podem ser:
*Pessoas nascidas com
audição e visão normal e que adquiriram perdas totais ou parciais de visão e
audição.
*Pessoas com perda
auditiva ou surdas congênitas com deficiência visual adquirida.
*Pessoas com perda
visual ou cegas congênitas com deficiência auditiva adquirida.
A DMU - Deficiência
Múltipla – é a ocorrência de duas ou mais deficiências
simultaneamente – sejam elas deficiências intelectuais, físicas ou ambas
combinadas. As causas para tais ocorrências podem ser pré-natais, por
má-formação congênita e por infecções virais como rubéola ou ainda por doenças
sexualmente transmissíveis (podem causar, inclusive, deficiência múltipla em
indivíduos adultos, se não tratadas).
Segundo a Associação Brasileira de Pais e
Amigos dos Surdo-cegos e dos Múltiplos Deficientes Sensoriais (Abrapacem), A
maneira como cada deficiência afetará o desenvolvimento da comunicação e o
aprendizado de tarefas simples do indivíduo, diversifica de acordo com o grau
de comprometimento favorecidos pelas respectivas deficiências, associado aos estímulos
que essa pessoa vai acolher ao longo da vida.
A Surdocegueira diverge
da Deficiência Múltipla, pois a pessoa que nasce com surdocegueira ou que fica surdocega não recebe as
informações sobre o que está a sua volta de maneira fidedigna. A comunicação,
mediante o tato, olfato, paladar, entre outros, media tal fato para que a mesma
possa perceber, interpretar e conhecer o seu entorno. Na deficiência Múltipla
não há garantias de que todas as informações chegam para a pessoa de forma autêntica,
porém um dos canais distantes (visão e ou audição) ocorrerá como fonte de
apoio.
A comunicação para ambos os casos é fundamental
para a aprendizagem. A mesma vai depender dos tipos e do grau de comprometimento. É
necessário atentarmos acerca das competências da pessoa com deficiência
múltipla ou com surdocegueira, de modo que favoreça o uso de estimulação sensorial
e de variadas formas de comunicação, para identificar o modo mais propício para
interagirmos com as mesmas.
MAIA, Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes para saber sobre
Surdocegueira e Deficiência Múltipla. São Paulo, 2011.
NOVA
ESCOLA, matéria de Ricardo Ampudia, O que é deficiência múltipla? Publicado em agosto de 2011. Acesso 20/04/2014.
Parabéns Ione. Seu texto está recheado de informações relevantes a cerca da surdo cegueira e DMU. De fato precisamos ter clareza das diferenças entre essas deficiências para que possamos alicerçar nossa prática pedagógica.
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